Baixa gastronomia?

A baixa gastronomia, ou comida de rua e de bar, nunca saiu de moda. Porém, com o avanço da cerveja artesanal, ganhou novo espaço.

Não acho simpático quando as pessoas se referem à culinária de bar como sendo de “baixa gastronomia”. Mas reconheço que a nomenclatura surgiu com a boa intenção de separar ou diferenciar a chamada “alta gastronomia” – sofisticada e às vezes luxuosa – daquela popularmente reconhecida como gastronomia de bar. Ainda assim, é importante esclarecer que a “categoria” gastronômica chamada de “baixa” não inclui os fast-food e lanchinhos rápidos.

Salsicha alemã com fritas e queijo
Fritas com salsicha alemã e molho de queijo: autêntica comida de rua

A vantagem dessa nomeação é ser um artificio didático, apesar do inevitável tom pejorativo. O que importa é que essa culinária de bar e de rua é muito popular, cheia de tradições, riquíssima em
alternativas e repleta de apelos sensoriais.

Os ambientes mais visíveis dessa cultura gastronômica são os bares em todos os seus formatos: botequim pé sujo, bar, pub, choperia e, recentemente, o gastropub – um tipo de bar sofisticado que oferece grande variedade de bebidas e uma ponte com a alta gastronomia.

Goulash é um prato comum nos bares tchecos. Pão caseiro recehado com molho de carne cozida.
Goulash é um prato comum nos bares tchecos. Pão caseiro recehado com molho de carne cozida.

Essa “onda” dos gastrobares se iniciou nos Estados Unidos gestada dentro do movimento microcervejeiro no final do século passado. No Brasil chegou por volta de 2010, tomou conta da cena noturna paulistana e se espalhou pelo país lentamente.

“Não consigo pensar em comer algo sem beber uma cerveja”, Ernest Hemingway, escritor norte-americano

Mas, nas terras brasileiras, o tradicional boteco ainda é o campeão do segmento da baixa gastronomia. Desde os bares mais simples, com suas mesas de plástico e copos descartáveis, passando pelos tradicionais e conservadores botecos, incluindo as choperias modernas e até aos mais sofisticados gastrobares.

E a sua cerveja: é de que tipo?

As alternativas são milhares, sejam elas regionais (carnes, bolinhos, pasteis, coxinhas, frutos do mar etc, etc..) sejam internacionais (tapas, fish & chips, burguers, bruschetas etc..). Há para todos os gostos, climas, ambientes e harmonizações com a bebida preferida.

Ronaldo Morado
@ronaldomorado